quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estudo releva que brasileiro se alimenta mal

Recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa que apresenta dados relevantes quanto a alimentação do brasileiro. O café está no topo da lista, ainda que o arroz e feijão façam parte da preferência nacional.


Foi apontado que, em média, 16% das calorias são deglutidas na rua. A porcentagem indica o elevado consumo de pizzas, salgados, doces e refrigerantes feitos em bares e restaurantes. A ingestão de sódio tem sido feita em demasia – 90% dos entrevistados confessaram consumir valores acima do advertido. Alimentos industrializados, carregados de sal, são os culpados pelo alto consumo.

A “Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil”, juntamente com o Ministério da saúde, avaliou a rotina de alimentação de residentes de 13.569 nos anos de 2008 e 2009. Acompanhe, a seguir, uma lista que compara os dados do estudo com indicações médicas e ressalta os riscos de uma alimentação desequilibrada.

Sódio - Consumido em demasia, eleva o risco de hipertensão, acidente vascular cerebral, câncer gástrico e complicações renais. Fique atendo! A pesquisa relevou a ingestão de 3.200 mg/dia, quando a recomendação é de até 2.200 mg/dia

Gorduras - Dados apontaram que 82% dos entrevistados consomem valores acima do recomendado. A ingestão de calorias provenientes da gordura deve representar no máximo 7% do total calórico. Será que eles sabem que a ingestão em grande quantidade pode aumentar os níveis de colesterol no sangue, levando a arteriosclerose, obesidade e câncer.

Açúcar - Diabetes, problemas cardiovasculares, obesidade, distúrbios metabólicos e reações alérgicas podem ser causados por excesso de consumo de açúcar. Cuidado! O estudo revelou que 0% dos brasileiros ingere mais açúcar do que o recomendado – mais que 10% do total diário.

Cálcio - A deficiência de cálcio pode levar a osteoporose, pressão alta, dores na coluna, cãibras, unhas fracas, cáries e inflamação das gengivas. E, ainda assim, a pesquisa relevou que o consumo está abaixo do ideal, que seria 1.000 mg/dia.

Vitamina D - A ingestão de vitamina D é importante para a absorção de cálcio e produção de insulina, além de prevenir a osteoporose e raquitismo. Os pesquisados, no entanto, ingerem menos do que os 10mcg/dia recomendados.

Vitamina E - É recomendado que se consumo 15mcg/dia ao dia. A deficiência de vitamina E pode elevar os níveis de colesterol e gerar insônia, fadiga, infarto, trombose e dificuldade de cicatrização. A pesquisa relevou que a maioria dos pesquisados consome menos de 12mcg/dia.